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A EGP acelera o passo rumo à transformação energética e à sustentabilidade ambiental

10 min.

A EGP acelera o passo rumo à transformação energética e à sustentabilidade ambiental

Crescer e correr em direção à liderança. Eis o objetivo da Enel Green Power para os anos de 2013 a 2015. Um biênio feito de transformações energéticas, ingresso em novos países e uma nova maneira de entender a sustentabilidade, este é o tema do terceiro encontro de nossa série de artigos dedicados aos 10 anos da história do EGP.

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Estamos no dia 20 de janeiro de 2013, e milhões de pessoas possuem excelentes razões para olhar o futuro com bastante confiança. Barack Obama iniciou oficialmente seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, o mundo respira um clima diferente, repleto de novidades interessantes tanto para o meio ambiente quanto para o desenvolvimento das energias renováveis.

Em seu discurso inaugural, Obama declara: "O caminho para as fontes de energias sustentáveis será longo e por vezes difícil, mas os Estados Unidos não podem deixar de fazer parte desta transição porque devem guiá-la." Cinco meses depois, o próprio Obama lança seu plano de ação para o setor de energias verdes, que prevê novas plantas renováveis de 20 GW até 2020, bem como medidas mais rigorosas em termos de eficiência energética e mitigação das mudanças climáticas.

E se em Washington eles parecem determinados a dar grandes passos, em Roma, sede da Enel Green Power, nossa ambição não é diferente: encaramos o biênio 2013-2015 com determinação e inteligência, motivados pelo desejo de alcançar a liderança global no setor de energias renováveis.

 

"Queremos ser a solução inteligente, vencedora, econômica e sustentável. Mas para fazer isso, precisamos ser muito humildes, porque vivemos em um setor em franca expansão, marcado pelo dinamismo de sua constante evolução."

– Antonio Cammisecra, CEO da Enel Green Power

 

Dos feed-in-tariff aos leilões competitivos

Em um contexto de crescente complexidade, é necessário manter o ritmo para seguir crescendo. A Agência Internacional de Energia (IEA) confirma que, enquanto o epicentro da demanda energética se desloca para as economias emergentes e o custo das tecnologias segue caindo, as energias renováveis estão cobrindo quase a metade da nova capacidade de geração de eletricidade graças ao impulsos da Ásia, Europa e América do Norte.

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"Previmos que os custos cairiam, mas não numa velocidade tão rápida e de forma tão drástica" comenta Roberto Deambrogio, hoje à frente do setor de comunicação da Enel. Menores custos de geração, maior capacidade de armazenamento, maior flexibilidade e disponibilidade são fatores que aceleram a transição energética em curso.

O modelo de venda das fontes renováveis também muda: de um sistema altamente incentivado, passamos a leilões competitivos e contratos Power Purchase Agreement (PPA): modalidade contratual de longo prazo entre o produtor de energia e o cliente.

A partir destes anos, as empresas começam a manifestar um interesse – sobretudo o das grandes multinacionais do setor de alta tecnologia – por um mundo cada vez mais verde. Impulsionadas pela conveniência econômica, preços menores e riscos mais baixos, bem como pelo crescente interesse dos consumidores em relação às questões ambientais. Trata-se de uma mudança radical de mentalidade, em que aquela relação tradicional entre vendedor e comprador de energia dá lugar a novas parcerias de longo prazo, de até 20 a 25 anos, tudo em prol da sustentabilidade.

Entre 2013 e 2015, além da evolução dos negócios, a Enel Green Power também muda sua forma de olhar e proteger o planeta. Emerge um novo modelo, agora baseado na sustentabilidade, que integra e inova a abordagem anterior de responsabilidade social corporativa (corporate social responsibility, CSR) e que até então orientava as ações do Grupo.

Trata-se do modelo de "Criação de Valor Compartilhado" (Creating Shared Value, CSV), elaborado em 2011 por Mark Porter e Mark Kramer, no qual a sustentabilidade norteia todas as escolhas, bem como uma abordagem estratégica nas áreas de idealização, projeto, construção e gerenciamento das plantas. Cada uma dessas fases se caracteriza por uma atenção especial à proteção ambiental, ao uso racional de recursos, à promoção da saúde e da segurança no trabalho, àeconomia circular e à criação de novas oportunidades de desenvolvimento para as comunidades locais.

 

A transição para a criação de valor compartilhado

Uma das etapas fundamentais para a aplicação do modelo CSV consiste no canteiro de obras sustentável, um conjunto de melhores práticas e procedimentos em constante evolução, destinado a mitigar o impacto dos canteiros de obras e estabelecer sinergias com as comunidades que acolhem a EGP no mundo todo.

Uma das primeiras aplicações do "canteiro de obras sustentável" se deu na nova usina geotérmica de Bagnore 4, na Toscana, onde naqueles anos foram feitos os primeiros testes para a redução do ruído e uma melhor integração da fábrica a seu território.

Por outro lado, no âmbito da sustentabilidade, um dos primeiros projetos foi realizado na Índia, junto ao Barefoot College de Tilonia, estado de Rajasthan, onde ensinamos as mulheres locais, bem como outras provenientes de localidades remotas de 9 países da América Latina a construir, instalar e gerenciar mini sistemas solares.

Desta forma, as mulheres adquiriram habilidades técnicas, aprenderam um novo ofício e, uma vez de volta às suas aldeias de origem, as "engenheiras solares" estavam prontas para transformar tanto suas vidas quanto a de suas comunidades.

 

O desafio dos sistemas de armazenamento de energia

Desde cedo a EGP aprendeu que não pode haver crescimento sem inovação. E no setor das energias renováveis, o novo desafio entre os anos de 2013 e 2015 foi criar fontes cada vez mais confiáveis que, devido à sua natureza, não poderiam sê-lo a priori, tal como o sol e o vento. E assim nascem os primeiros sistemas de armazenamento assinados pela EGP.

Em 2015, primeiro no parque eólico de Pietragalla, em Basilicata, e depois na usina solar de Catania 1, as primeiras baterias grandes são instaladas para "armazenar" energia e disponibilizá-la quando necessário.

Nosso próximo passo é atravessar o Atlântico e voar para o Chile, onde o know-how aprendido permitiu criar, em Cerro Pabellón – porção chilena do deserto de Atacama – um inovador micro-grid com a mais alta tecnologia graças a um sistema híbrido de armazenamento energético baseado em baterias de íons de lítio e armazenamento de hidrogênio, capaz de fornecer energia limpa  ao acampamento de base da EGP que abriga os técnicos engajados nos trabalhos junto a usina geotérmica próxima.

Cerro Pabellón, em particular, foi uma planta que bateu diversos recordes naqueles anos: além de hospedar o inovador sistema de armazenamento, foi também a primeira usina geotérmica de toda a América do Sul e a primeira do mundo construída a 4.500 metros acima do nível do mar.

Ainda no país andino, na região desértica do Atacama, começaram os trabalhos para a primeira usina solar do país, a central Diego de Almago: 225 mil módulos solares com películas ultrafinas provenientes da fábrica da 3SUN na Catânia, para uma capacidade instalada de 36 MW.

A expansão da EGP não conhece limites e chega a plantas de dimensões inimagináveis até então. "A partir de 2014, a EGP cresceu a um ritmo muito acelerado, recebendo centenas de pessoas oriundas de outros setores da Enel. Todos queriam vir trabalhar aqui", relata Roberta Bonomi, à época Gerente de Recursos Humanos da EGP e hoje Country Manager do Brasil e Uruguai

Mas o crescimento da EGP também envolve dois países aparentemente muito distantes: o Brasil, onde foi inaugurado o parque hidrelétrico de 105 MW de Apiacás, e a África do Sul, onde angariamos 425 MW de energia eólica na quarta fase de leilões do REIPPPP (Renewable Energy Independent Power Producer Procurement Programme) para energias renováveis, promovidos pelo governo sul-africano, nos tornando um dos principais operadores de energia verde no país.

 

 

"No início da EGP o mundo externo se restringia a países próximos como a Romênia, em seguida a Grécia e depois a Espanha. Mas foram o Brasil e a África do Sul que nos deram uma dimensão da mudança e da internacionalização. Brasil e África do Sul constituíram dois momentos importantíssimos" 

- Umberto Magrini, Gerente de E&C da Enel Green Power 

 

Uma mudança no alto escalão

A fase de crescimento da Enel Green Power também coincide com uma mudança no alto escalão, através da nomeação de Francesco Venturini como CEO em substituição de Francesco Starace, que passou a ser CEO do Grupo Enel.

 

"O que tínhamos naquele momento era a necessidade de escalar, escalar, escalar cada vez mais alto: tínhamos a convicção de sermos os mais ousados do mundo."

 - Francesco Venturini, CEO da Enel X

 

Dando uma volta ao mundo, entre ventos impetuosos, correntes abundantes e raios esplendidos, no final de 2015 a Enel Green Power gerencia 11 GW de capacidade instalada, gerando 33,6 TWh de energia, com presença em 23 países e a perspectiva concreta de expansão também para o Marrocos e Peru.

O caminho para a liderança no setor de energias renováveis está complemente aberto. 

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