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Bloomberg: em 2050, a energia virá do sol, do vento e das plantas de armazenamento

Em 2050, a energia solar e eólica serão as principais fontes renováveis e contribuirão – aliadas aos sistemas de armazenamento – para o desenvolvimento sustentável do planeta. Quem o afirma é o New Energy Outlook 2019 da Bloomberg, apresentado há alguns dias. Vamos descobrir juntos!

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As tecnologias solar e eólica constituem o futuro da energia e já representam hoje a solução mais conveniente para a construção de novas plantas.

É isso que emerge do último New Energy Outlook 2019 (NEO), o relatório da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) que a cada ano fornece uma visão sobre a energia do amanhã.

Segundo analistas do BNEF em relatório apresentado no dia 26 de junho passado, em 2050 a constante redução de custos das energias solar e eólica permitirá às duas tecnologias – acompanhadas pelos mais diversos sistemas de armazenamento – cobrir quase metade da demanda energética do planeta. 

 

"Os custos dos módulos fotovoltaicos, turbinas eólicas e baterias continuarão a baixar. Até 2030, a energia gerada ou armazenada por essas três tecnologias substituirá a eletricidade gerada pelas usinas de carvão a gás em quase todo o planeta"

– Matthias Kimmel, NEO 2019 lead analyst

 

A energia do amanhã

Num mundo cada vez mais sedento por energia, a difusão das energias renováveis constitui uma chave que permitirá um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo possível.

Até mesmo porque, de acordo com os dados do NEO 2019, até 2050 a demanda de energia deverá aumentar em 62%, com uma capacidade de produção que quase triplicará nos próximos trinta anos.

Em termos gerais, segundo os analistas da Bloomberg, os investimentos no setor energético nas próximas três décadas atingirão a vertiginosa cifra de mais de 13 bilhões de dólares, 77% deles destinados a energias renováveis, e permitirá a construção de uma nova potência instalada equivalente a 15.149 GW.

 

A força do vento e do sol

Hoje, a energia elétrica produzida a partir dos combustíveis fósseis representa cerca de dois terços da produção total.

De acordo com o NEO 2019, em trinta anos a situação irá se inverter completamente, com fontes renováveis que por si só garantirão dois terços da energia produzida em todo o planeta.

Os protagonistas da mudança serão as tecnologias solar e eólica, com a primeira passando dos atuais 2% da produção total para 22% em 2050, ao passo que a segunda passará dos atuais 7% para 26%. 

Do ponto de vista financeiro, a energia eólica prevalecerá sobre as demais, com investimentos previstos que superam os 5 bilhões de dólares. A solar, por sua vez, receberá investimentos de até 4 bilhões de dólares.

E não é só isso, uma vez que a expansão de quase 395GW de novas plantas de armazenamento e o gerenciamento dinâmico da rede, possível graças à difusão da mobilidade elétrica, permitirão armazenar a força do sol e do vento que – segundo estimam os analistas do BNEF – em alguns mercados particularmente avançados poderiam cobrir até 80% da demanda total de energia. Particularmente, os novos sistemas de armazenamento receberão investimentos totais de 840 bilhões de dólares.  

 

"Os governos devem trabalhar em duas direções: por um lado, para garantir que os mercados sejam favoráveis à expansão da energias eólica, solar, e de baterias a baixo custo, por outro, para apoiar as pesquisas de modo que novas tecnologias possam ser exploradas em grande escala a partir de 2030. "

– Seb Henbest BNEF’s NEO director

 

Um mundo verde

Da Europa ao México, passando pelos Estados Unidos e Brasil. Nos próximos trinta anos as energias renováveis se tornarão a principal fonte em muitos países do mundo, superando os combustíveis fósseis e desencadeando uma profunda renovação dos mercados e da política nos mais diversos países.

A Europa será uma das principais lideranças no processo de transição energética com a Bloomberg, que prevê uma produção de fontes renováveis de 92% em 2050, graças sobretudo ao aumento dos preços dos combustíveis fósseis, a um forte apoio público e à radical transformação do mercado energético.

 

"Os dias dos subsídios ficaram para trás. Para chegar aos números que mencionamos, são necessárias mudanças regulatórias que possam reformar os mercados de eletricidade e garantir a remuneração adequada da energia solar, eólica e de bateria."

– Elena Giannakopoulou, responsável de economia energética do BNEF

 

Também o México estará no centro de uma verdadeira revolução "verde" conduzida pela energia fotovoltaica de grande escala, que prevê a construção de 100 GW de potência nova instalada. Segundo o NEO 2019, até 2050 a produção de energia no México "zero carbon" será de 84%, resultando em um corte de 76% nas emissões.

Por sua vez, nos Estados Unidos, até 2050 as energias renováveis e as baterias produzirão 43% da energia total e contribuirão para reduzir em mais de 54% as emissões de CO2 na atmosfera.

O Brasil seguirá no caminho das energias renováveis graças a um mix de geração composto por energia hidrelétrica, solar e eólica que permitirá um corte de mais de 80% nas emissões em 2050. 

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