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A energia marinha da EGP começa em Nápoles

Nápoles sediou a European Wave and Tidal Energy Conference (EWTEC), evento bienal de alcance internacional totalmente dedicado às tecnologias renováveis de fontes marinhas. Trata-se de uma ocasião única para a Enel Green Power difundir suas ideias sobre o futuro da energia marinha.

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Os oceanos cobrem 71% da superfície terrestre: uma massa de água enorme e fundamental tanto para o desenvolvimento e a manutenção da vida quanto para a regulação do clima. Contudo, os oceanos e os mares também são um enorme reservatório potencial de energia renovável oculto – mas cada vez mais visível – entre o movimento das ondas e das marés.

Diferentemente das energias renováveis, como a solar e a eólica, a energia marinha ainda é muito recente, e as inúmeras tecnologias concebidas para obter energia a partir dos mares ainda não amadureceram o suficiente.

Para fazer um balanço do estado da arte da energia marinha e estudar suas principais tendências de desenvolvimento nos próximos anos, 600 dos principais especialistas do setor se reuniram na Estação Marítima de Nápoles entre os dias 2 e 6 de setembro para a décima terceira edição do European Wave and Tidal Energy Conference (EWTEC), a conferência bienal internacional dedicada às tecnologias renováveis de fontes marinhas.

A Enel Green Power, para quem a energia do mar é um canteiro de obras global em constante evolução, foi a patrocinadora principal do EWTEC de Nápoles, e durante as intervenções de Antonio Cammisecra, CEO da EGP, e de Giovanni Tula, Head of Innovability EGP, apresentaram suas ideias e soluções para o futuro da energia marinha. 

 

"Estável, previsível e sempre disponível: a energia marinha tem um enorme potencial distribuído uniformemente pelo mundo todo. A Enel Green Power segue explorando o setor de energia marinha em busca de tecnologias efetivas, competitivas e escaláveis, de modo a transformar ondas e marés em energia sustentável."

– Antonio Cammisecra, CEO da Enel Green Power

 

A energia do mar

Segundo oOcean Energy System 2014 e oOcean Energy Europe 2016, até 2050 a energia marinha, seja ela derivada das marés ou das ondas, contribuirá para produzir quase 340 GW de energia em escala global, destes, 100 GW serão produzidos somente na Europa.

Contudo, para atingir esse enorme potencial de forma eficiente e viável, é necessário concluir o desenvolvimento das duas grandes famílias tecnológicas concernentes aos sistemas de produção de energia marítima: uma que explora o movimento das marés, e outra que utiliza o movimento das ondas.

No primeiro caso, desde 2014 o setor tem visto uma convergência progressiva à tecnologia das turbinas de eixo horizontal, um sistema de produção conceitualmente semelhante aos aerogeradores eólicos.

O panorama das tecnologias ligadas às ondas é mais articulado, com mais de 2/3 dos experimentos dedicados aos absorvedores pontuais (Point Absorbers), cujo deslocamento das ondas induz movimentos verticais que são transformados em energia, aos conversores oscilantes de onda (Oscillating Wave Surge), que exploram as ondas para mover uma asa, e aos atenuadores (Attenuators), sistemas flutuantes com bombas especiais ativadas pelo movimento das ondas.

Estas tecnologias ainda são muito recentes, estima-se que a conclusão do seu desenvolvimento completo – tanto econômico quanto tecnológico - ocorrerá nos próximos anos. Atualmente, aenergia marinha encontra-se no meio do mesmo caminho de amadurecimento progressivo percorrido pela energia eólica no passado e que levou à produção dos atuais sistemas tridimensionais de grande escala, hoje eficientes e competitivos.

Uma vez atingida a maturidade plena, graças aoenorme potencial disponível, à ampla difusão, à estabilidade e previsibilidade, a energia marinha poderá se tornar uma fonte renovável particularmente vantajosa e funcional para o processo de transição energética. 

 

"A energia marinha poderá ser um excelente complemento às outras energias renováveis (solar, hidrelétrica e eólica) e será um elemento fundamental para a transição energética num futuro próximo."

– Giovanni Tula, Head of Innovability da EGP

 

A energia marinha da Enel Green Power

Há vários anos, a Enel Green Power tem estudado as formas mais promissoras de identificar e testar as tecnologias mais eficazes, competitivas e escaláveis, de modo a transformar os recursos marinhos em energia limpa e sustentável.

Para isso, a EGP está constantemente em busca de novas soluções tecnológicas, sempre aberta à colaboração com centros de pesquisa, startups, grandes empresas ou PMEs do mundo todo.

Na Itália, por exemplo, a EGP colabora com a startup Pisan 40 South Energy no desenvolvimento do H24, um pequeno dispositivo posicionado perto da costa, composto por uma parte fixa localizada no fundo do mar ou sobre uma pequena estrutura e uma parte móvel que se move sob a ação das ondas.

Com a finlandesa AW-Energy, a EGP está trabalhando no WaveRoller, um conversor subaquático composto por um painel conectado ao fundo do mar e posicionado perto da costa.

É finlandesa também a Wello OY, produtora do WEC Penguin, uma massa excêntrica rotativa conectada a um gerador, instalada dentro de um casco, a fim de explorar a energia das ondas decorrentes da oscilação e do giro.

Há também o sistema CETO, desenvolvido pela australiana Carnegie Clean Energy nos últimos dez anos: uma bóia submersa que, desfrutando da amarração tripla, ativa três geradores instalados dentro da própria boia.

Não obstante, a EGP também trabalha com centros de pesquisa, como o chileno Marine Energy Research and Innovation Center (MERIC), que visa desenvolver a energia marinha no país sul-americano. Além disso, recentemente a EGP assinou um MoU – Memorandum of Understanding – com o Centro Europeu de Energia Marinha (EMEC) para incentivar o compartilhamento de conhecimentos no desenvolvimento de tecnologias marinhas e na avaliação de desempenho, além de promover a colaboração em projetos demonstrativos no setor de energia marinha.

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