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2011: EGP e sua descoberta das energias renováveis pelo mundo

7 min.

2011: EGP e sua descoberta das energias renováveis pelo mundo

Entre 2011 e 2012, a Enel Green Power se lançou à exploração de um mundo de energias que tem se revelado cada vez mais vasto. Chegamos ao segundo capítulo da história da EGP: uma narrativa repleta de curiosidades, coragem, trabalho em equipe e desejo de experimentar.

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O filósofo de origem libanesa Nassim Nicholas Taleb define como "cisnes negros" aqueles eventos planetários extremamente improváveis, porém capazes de mudar o curso da história. São momentos que determinam um ponto de ruptura, para o bem ou para o mal, a partir de uma trajetória que parecia inevitável.

O setor de energia vivenciou seu cisne negro em março de 2011, quando a combinação de um terremoto sem precedentes e o subsequente tsunami arruinou a certeza de poder contar com as usinas nucleares. O Japão, terceira maior economia do mundo e um dos países com maior consumo de energia do mundo, ficou órfão de seus quase 300 GW de potência nuclear. Enquanto isso, na Alemanha, a chanceler Angela Merkel decretou o phase-out da produção atômica no país até o ano de 2022.

O cisne negro que pairou sobre Fukushima despertou no todo o mundo os rumores a favor de uma maior utilização de energias renováveis. Somente na Itália, um coro de milhões pessoas se manifestou contra o átomo, encerrando mais um relançamento do programa nuclear italiano no referendo de junho de 2011.

A consciência de que o sistema energético mundial é um gigante com pés de barro, impeliu a Enel Green Power a enfrentar com mais determinação ainda a fase mais importante e delicada de sua história recente: a exploração de novas tecnologiasde novos mercados e novas abordagens para o ambiente circundante.

Logo após o seu nascimento, o biênio 2011-2013 foi um período marcado pelas grandes mudanças na EGP. Trata-se de uma fase de sua história em que, por um lado, a experiência e a conscientização de suas próprias habilidades cresceram ainda mais; ao passo que, por outro, ganhou força a ideia de que somente a excelência na execution, ou seja, na construção de usinas, equipes e de tecnologias utilizadas, poderiam alçá-la à posição de liderança na revolução energética verde. Eis o cerne do desejo de sempre explorar novas soluções com afinco. 

 

"A parte mais fascinante de nossa história é que, embora todos os cenários em nosso entorno tenham mudado muito rapidamente, permanecemos no centro desse grande turbilhão, determinando-o, ora superando, ora acelerando-o."

– Antonio Cammisecra, CEO da Enel Green Power

 

Os anos de raras combinações

Trata-se de uma série de fatores envolvendo coragem, o desejo de se abrir ao mundo e de experimentar que levou a EGP de volta ao estado americano de Nevada, onde desde 2009 ela operava a usina geotérmica de Stillwater.

Em 2011, graças a um acordo cooperativo de pesquisa e desenvolvimento com o National Renewable Energy Laboratory, sob a supervisão do setor de tecnologias geotérmicas do Departamento de Energia dos EUA, começamos a trabalhar para transformar a Stillwater na primeira usina do mundo a combinar tecnologias baseadas na geotermia por ciclo binário de entalpia média, termodinâmica solar e solar fotovoltaica.

Um local – a usina de Stillwater – que, para a Enel Green Power, teve um papel fundamental por ter servido como um hub tecnológico no centro de um mercado que sempre teve a inovação como um mantra. 

Enquanto em Nevada o calor da Terra e do Sol se entrelaçam em uma conjugação inédita, em Catânia, Sicília, a fábrica 3SUN trabalha ao ritmo de 160 MW de painéis solares produzidos em um ano, essenciais para fomentar o crescimento vertiginoso da energia fotovoltaica italiana através dos novos sistemas assinados pela EGP, além de atender à demanda dos mercados solares mais promissores da Europa, Oriente Médio e África.

Mas mais do que o sol, é o vento quem sopra forte nas asas da EGP e, voando dos Alpes aos Andes, fazemos uma parada em Portoscuso, região de Sulcis, na Sardenha – que já foi a terra prometida do carvão italiano –, onde nasceu o maior parque eólico do país, com uma capacidade instalada de 90 MW capaz de atender às necessidades energéticas de cerca de 70 mil famílias. 

 

"Criamos um sistema que uniu as pessoas em torno de uma visão idealista, por um lado, e muito concreta, por outro, e assim conseguimos estabelecer um vínculo bastante raro"

– Francesco Starace, CEO da Enel

 

O vento sopra com força na América

Entre 2011 e 2012, todo o continente americano se converteu na terra escolhida para a energia eólica assinada pela EGP. No Brasil, a primeira de uma longa série de instalações movidas pela força dos ventos, foi inaugurada no estado da Bahia, com os primeiros 30 MW da usina Cristal.

Por sua vez, no Chile, a Enel Green Power venceu o primeiro concurso público nacional para a instalação de novos parques eólicos, organizado numa parceria entre o Ministério do Patrimônio Nacional e o Ministério de Energias.

Mas se no Chile as turbinas ainda estão viajando para alcançar sua meta, a alguns milhares de quilômetros ao norte, nos estados de Oklahoma e do Kansas, nossos aerogeradores já estão operando a pleno vapor.

Em Oklahoma, a EGP está presente através da usina de Rocky Ridge, com 150 MW, ao passo que o parque eólico de Caney River, no Kansas, é notadamente especial. Não apenas por sua hiperbólica dimensão de 200 MW, mas principalmente por ser a primeira e mais tangível aplicação do modelo CSV (Criação de valor compartilhado), capaz de promover valor agregado às comunidades que vivem e trabalham nas áreas próximas à usina.

Destes 8,5 milhões de dólares em investimentos, parte do financiamento para a construção da usina foi destinado para a realização de um estudo aprofundado sobre o ecossistema e sua fauna silvestre, um estágio prévio para a criação de uma área protegida de 18 mil hectares, incluindo 6 mil hectares compostos por pradaria de vegetação alta.

 

Nossa África

Das majestosas pradarias americanas às grandes planícies abertas da África do Sul, é apenas um passo. 2011 foi o ano em que a Enel Green Power atendeu ao chamado do governo local, que finalmente percebeu como o "país arco-íris" possuía um imenso potencial no desenvolvimento de energias renováveis como o indutor de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável. 

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O chamado de Pretória se traduz em um sistema de leilão público eficaz que combina a coordenação do setor público com o dinamismo do setor privado, ou seja, o Renewable Energy Independent Power Procurement Programme (Programa de Aquisição Independente de Energia Renovável) – REIPPP. A Enel Green Power obtém livre passagem para construir duas usinas fotovoltaicas de 10 e 66 MW, respectivamente, colocando-se na vanguarda de uma presença que se fará cada vez mais sólida no território ao longo do tempo. 

 

"Houve problemas relacionados a diferenças culturais e de mentalidade, bem como dificuldades relacionadas ao clima e às condições atmosféricas de alguns territórios: trabalhar a menos 20 graus, ou no deserto, no meio das florestas ou em grandes altitudes, exige muito espírito de adaptação. Nossa sorte foi escolher as pessoas certas, que trabalharam com grande paixão e desejo de concretizar um sonho. Na EGP, havia um grande desejo de fazer acontecer."

– Vittorio Vagliasindi, Responsável de E&C, Global Thermal Generation

 

O cisne branco da EGP

Se existem "cisnes negros" para Nassim Nicholas Taleb, também é possível imaginar a presença de "Cisnes brancos", ou seja, eventos de extraordinária normalidade que trazem consigo as sementes de um futuro brilhante. E um "cisne branco" finalmente chega à Enel Green Power no final de 2013, quando Antonio Lemme, gerente de Health, Safety, Environment e Quality, fez suas primeiras incursões à usina hidrelétrica de Palo Viejo, na Guatemala.

 

"O mais fascinante do Palo Viejo é que não há nada que não possa ser reconduzido à essa experiência em termos de relacionamento entre pessoas, pesquisas prévias, criação de valor compartilhado, segurança, etc. Por exemplo, reduzir a ocorrência de acidentes não foi nada fácil. Nosso desafio consistiu em propiciar o ensino sobre segurança, de modo que ela fosse compreensível para a cultura local."

– Antonio Lemme, Responsável de Health, Safety, Environment e Quality, E&C, EGP

 

A usina hidrelétrica de 85 MW, inaugurada em 2012, representa não apenas um exemplo do crescimento quantitativo da EGP na América Latina, mas sobretudo um exemplo do crescimento qualitativo na abordagem de business, referente à responsabilidade perante as comunidades locais e os trabalhadores que constroem e gerenciam nossas plantas. 

Leia o terceiro capítulo.

 

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