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São dez anos de energias renováveis e estamos apenas no início

São dez anos de energias renováveis e estamos apenas no início

Há dez anos, poucos teriam apostado em um desenvolvimento tão radical como o das energias renováveis. Hoje, as fontes verdes guiam a transição energética graças à redução do custo das tecnologias e à uma maior conscientização ambiental.

Como as energias renováveis evoluíram nos últimos 10 anos? Qual é o peso atual da produção de energia com zero emissões no contexto global? E quais são as perspectivas futuras? Muitos fazem essas perguntas, mas as respostas convergem para um dado incontestável: o vertiginoso crescimento das energias renováveis. Dentre as análises mais notáveis do setor, destacam-se aquelas da International Energy Agency (IEA), que através de seu relatório, o World Energy Outlook (WEO), faz um retrato anual muito preciso do cenário da energia fotovoltaica, eólica e, de modo geral, do mundo cada vez mais eletrificado em que vivemos. Além disso, como a própria Agência aponta, "com as tecnologias de baixa emissão de carbono em crescimento e a demanda por eletricidade destinada a crescer o dobro do ritmo da demanda por energia como um todo ", é necessário entender bem qual será o setor energético de amanhã, identificando qual parcela de nossa necessidade energética total poderá ser contemplada pela eletricidade.

O desafio consiste em uma progressiva descarbonização , tal como seria possível imaginar em "um mundo em transformação", devido à crescente demanda energética, na qual as energias limpas têm e terão uma difusão posterior, graças não apenas à uma redução significativa de custos, mas também à crescente preocupação perante a sustentabilidade por parte dos consumidores e, consequentemente, das grandes empresas (C&I) – mais do que as pequenas e médias. Desencadeou-se assim uma transformação cultural, onde a ética ambiental se tornou uma parte intrínseca da cadeia de valor com o objetivo de impactar o ambiente de maneira positiva ou neutra.

 

"Basta pensar que, somente em 2016, o aumento da capacidade instalada de energia solar fotovoltaica foi superior àquele experimentado por quaisquer outras fontes. Desde 2010, os custos de novas instalações diminuíram 70% para energia solar fotovoltaica e 25% para energia eólica."
 

Ampliando o horizonte, a redução do custo das baterias também deve ser levado em consideração, uma vez que ele caiu em 40%. Sim, pois atualmente o protagonismo também é assumido pelos sistemas de armazenamento energético, capazes de armazenar a energia disponível a partir de fontes renováveis para usá-la quando houver necessidade, superando assim a natureza intrinsecamente intermitente do sol e do vento; devemos pensar, ainda, nos veículos elétricos, que graças a tecnologias como a V2G, podem ser exploradas como verdadeiras "baterias sobre rodas".

Segundo a IEA, a demanda global de energia crescerá 30% até 2040. É muito se consideramos os números atuais, mas apenas a metade do que seria necessário sem um aspecto fundamental de toda essa discussão: a maior eficiência energética. 40% deste consumo adicional suprirá a modalidade elétrica, que nos próximos 25 anos será contemplada "sobretudo pelas energias renováveis, uma vez que os custos, diminuindo vertiginosamente, transformam a energia solar na fonte mais econômica de nova geração elétrica".

Sobre o fato de que as energias renováveis iriam se estabelecer definitivamente no mercado ja não resta qualquer sombra de dúvidas, mas no início de tudo ninguém pensou que seu desenvolvimento teria sido tão implacável. Em poucos anos, as energias renováveis, conseguiram se libertar do estigma de "alternativas" para assumir plenamente o título de precursoras do desenvolvimento sustentável, destinadas a dominar o mercado energético do futuro.

De acordo com o New Energy Outlook (NEO) 2018 do Bloomberg New Energy Finance (NEF), o custo das energias limpas estão se tornando mais competitivos do que os de combustíveis fósseis. A energia solar e eólica, em particular, já desempenham atualmente um papel muito importante e, ainda segundo o BNEF, em breve serão capazes de atender quase a metade das necessidades energéticas mundiais. 

 

"Até 2050, as tecnologias eólica e solar fornecerão 48% da eletricidade total. Ao passo que usinas hidrelétricas, nucleares e outras renováveis fornecerão os 23% adicionais de eletricidade com zero emissão de carbono."

– Seb Henbest, um dos autores do NEO 2018

 

Embora a energia nuclear não seja considerada como uma fonte renovável, ela ainda constitui uma parte significativa da eletricidade global que será produzida com zero emissões.

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Tais projeções confirmam a tendência das energias limpas nestes últimos anos. As energias fotovoltaica e eólica registraram um crescimento com indicadores incríveis, que superaram em muito todas as previsões. De 2000 até aqui, se considerarmos sua capacidade instalada, elas cresceram 65 vezes mais (4 vezes de 2010 a 2018): em junho deste ano, alcançou 1.013 gigawatts de capacidade instalada, ou seja, 542 GW de energia eólica e 471 de fotovoltaica. 

 

"O último dado é ainda mais impressionante, considerando que, somente em 2007, a energia fotovoltaica ostentava uma potência de 8 gigawatts conectada em todo o mundo: é um aumento de quase 59 vezes. O crescimento da energia fotovoltaica, destinada a superar em breve até mesmo a eólica, somente no último ano obteve, em comparação a esta fonte de energia, um salto de 50%."
 

Ainda no último verão, as energias renováveis atingiram (e superaram) o teto simbólico do primeiro terawatt instalado (para que se tenha uma idéia mais clara, são mil gigawatts ou, se preferir, um milhão de megawatts). Segundo os analistas da Bloomberg, trata-se de uma potência fadada a dobrar nos próximos cinco anos, utilizando, para tanto, somente a metade de seu custo atual. Conforme revelado pelo NEO 2018, se de fato o primeiro terawatt renovável instalado até o momento custou 2,3 bilhões de dólares, estima-se que o segundo, precisamente daqui até 2023, custará cerca de 1,2 bilhões. Essa queda nos custos, que de 2009 até hoje foi de 38% para energia eólica on-shore e 77% para a energia fotovoltaica, além do efeito benéfico no clima e no meio ambiente, está tornando a produção de energia a partir de fontes fósseis menos viável. E os investimentos em novas plantas? No período 2018-2050, estima-se que eles superem 8 trilhões de dólares.

Tanto para a EIA quanto para o BNEF, os custos mais baixos das baterias e, portanto, dos grandes sistemas de armazenamento de energia, também influenciarão o cenário energético nos próximos anos. Os sistemas de armazenamento, cada vez mais importantes em um contexto de redes elétricas inteligentes e digitalizadas, contribuem significativamente para superar o limite natural das energias renováveis: a intermitência e a falta de previsibilidade."

Também para este segmento o NEO 2018 prevê investimentos relevantes, na ordem de 540 bilhões de dólares de 2018 até a metade deste século. Além do impacto no desenvolvimento de redes inteligentes, deve-se considerar que o menor custo das baterias também implica uma maior difusão de veículos elétricose, portanto, mais eletrificação. De fato, se hoje os carros e as motos elétricos (e em breve os caminhões) representam uma porcentagem ainda tímida de veículos em circulação a nível global, até 2050 eles serão responsáveis por aumentar em cerca de 3.461 TWh a nova demanda de eletricidade, ou seja, 9% do total. Também aqui as energias renováveis fazem frente a essa demanda, através de tarifas por tempo de uso e da cobrança dinâmica para suportar sua integração. Atualmente, os proprietários de veículos elétricos já podem optar por recarregar seus veículos em momentos de alta oferta e baixo custo, ajudando a evitar picos ao mesmo tempo que economizam.

O grande perdedor neste jogo, segundo o BNEF, é certamente o carvão que, embora já tenha atingido o seu pico na Europa e na América do Norte, ainda experimenta uma expansão na China e na Índia que seguirá até 2027. Após essa data, estima-se uma queda livre que o levará a atender apenas 11% da demanda mundial de eletricidade (atualmente é de 38%).

Um "adeus longo", define a BNEF, mas que abrirá definitivamente as portas para ao domínio total e incontestável do setor energético de energias limpas e renováveis.

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