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A inovação da EGP cria o robô que “limpa” o sol

5 min.

A inovação da EGP cria o robô que “limpa” o sol

El Laboratorio Solar de Enel Green Power está experimentando robot innovadores que pueden limpiar los módulos de nuestros sistemas fotovoltaicos. Entrevista con Paola Pugliatti, especializadas en soluciones innovadoras de IBO solar Enel Green Power. 

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Imagine ter que remover a sujeira de uma superfície que se estende por alguns quilômetros quadrados. Só pensar nisso já é assustador. Mas é o que a Enel Green Power deve fazer em países como o Chile ou a África do Sul, onde estão alguns dos nossos maiores parques fotovoltaicos.

Areia, detritos e até mesmo a simples poeira são um sério problema para o funcionamento dos painéis e a eficiência dos sistemas. Quanto maior um parque solar ou quanto mais exposto a condições extremas – como nos desertos –, mais difícil é sua limpeza: um desafio diário.

Por isso, no Solar Lab da Enel Green Power de Catânia (Itália), onde muitas das nossas inovações ganham corpo, foi estudado o uso de um “PV cleaning robot capaz de limpar os painéis solares de forma totalmente autônoma e controlado remotamente", explica Paola Pugliatti, especialista em soluções inovadoras da Innovation Business Opportunities (IBO) Solar da EGP.

 

Como nasceu a ideia de usar esses robôs?

Em lugares complexos como o Chile, descobrimos que não é possível alcançar os resultados desejados usando os métodos tradicionais de limpeza, principalmente devido aos altos níveis de “incrustação”. São áreas isoladas e desérticas, onde a areia e a poeira, além de diminuir a eficiência, também podem causar danos irreversíveis aos painéis fotovoltaicos.

 

Por que a areia é tão perigosa?

É o chamado soiling impact. Com a sujeira, a radiação solar não é captada pelo painel, que desta forma não é capaz de gerar a quantidade correta de energia; além disso, o sombreamento parcial de algumas áreas por longos períodos pode causar danos e rupturas. Cada área geográfica apresenta problemas diferentes, e muito depende das situações climáticas e microclimáticas do ambiente em que a usina se encontra. Portanto, obter uma solução totalmente automatizada para a limpeza dos módulos garante muitos benefícios.

 

Por exemplo?

Em primeiro lugar, grande recuperação da energia produzida pelo painel; além disso, nos permite programar com precisão as operações de O&M dos sistemas e gerenciar de forma remota os robôs, que podem ser utilizados a qualquer momento e com qualquer condição climática. Justamente por serem programáveis, os robôs permitem uma redução do soiling impact próxima a 90-100%. Além de muito flexíveis, essas máquinas são montadas diretamente sobre as filas de painéis, sem ocupar espaço no próprio sistema, como um funcionário ou um veículo encarregado da limpeza. E ainda por cima, os robôs são completamente stand-alone.

 

O que isso significa?

Que funcionam de forma totalmente independente. Os robôs são autoalimentados por baterias e painéis fotovoltaicos e, acima de tudo, não precisam de água. Isso é muito importante em zonas desérticas, onde a água é escassa e as administrações locais aplicam restrições severas ao seu uso.

 

Estão previstos outros projetos para melhorar a eficiência dos sistemas fotovoltaicos?

O exercício contínuo dos robôs nas usinas nos permitirá coletar dados muito úteis não apenas para melhorar sua eficiência, mas também para expandir suas atividades. Planejamos implementar sensores para operações de monitoramento que serão muito mais simplificadas. No futuro, poderemos ter robôs que limpam os painéis e, ao mesmo tempo, realizam uma verdadeira “varredura” para verificar o estado de saúde do sistema.

 

Como estão indo os primeiros experimentos?

Estamos trabalhando em projetos-piloto em nossa usina fotovoltaica de Adrano, na província de Catânia, local histórico onde a Enel construiu, em 1981, a primeira usina solar de concentração do mundo. No Solar Lab de Passo Martino, estamos realizando outros testes de inovação. Até março, esperamos ter máquinas já em operação.

 

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