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Oceanos de plástico

5 min.

Oceanos de plástico

Preocupar-se com a poluição marítima significa contribuir para o desenvolvimento de novas soluções inovadoras e sustentáveis, para melhorar a qualidade do ar que respiramos e o que comemos. Saiba por que.

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Na era dos produtos descartáveis, o plástico é o lixo mais comum até mesmo nos nossos mares, que se tornaram uma enorme lixeira: estima-se que, até 2050, pode haver mais resíduos de plástico do que peixes. A denúncia foi feita pela Comissão Europeia, que na última Conferência Internacional sobre o Mar divulgou dados alarmantes sobre a poluição global dos mares.

 

"Todos os anos, cerca de 8 milhões de toneladas de resíduos vão para o mar: uma massa enorme que corre o risco de sufocar não apenas os ecossistemas, mas também a economia das comunidades que vivem da pesca, da aquicultura e do turismo."

 

A Organização das Nações Unidas incluiu a proteção da vida marinha entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e lançou a campanha #CleanSeas para promover políticas que reduzam a produção de plásticos, uma das principais causas da poluição marítima.

Além disso, o plástico não se biodegrada, se fotodegrada, ou seja, se rompe em pedaços cada vez menores até voltar à dimensão dos polímeros que o formam. O tamanho minúsculo destes polímeros gera outro problema: confundido com plâncton pelos peixes e outros animais marinho, é ingerido e entra na cadeia alimentar, chegando até os nossos pratos.

Ainda, essas micropartículas de plástico são agrupadas pelas correntes e ventos em pontos específicos. Uma espécie de Triângulo das Bermudas de plástico, redemoinhos onde os resíduos se concentram acima e abaixo da superfície dos mares.

Na linguagem comum, são chamadas “ilhas de plástico”. A mais tristemente conhecida é a do Pacífico: estima-se que seu tamanho, em quilômetros quadrados, seja algo entre 700 mil (quase três vezes a Grã-Bretanha) e 15 milhões. Mesmo se a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) dos Estados Unidos declarou ser um termo incorreto. Na verdade, não são terras flutuantes no meio do oceano, pois a maior parte do plástico é formada por pedaços tão pequenos que não são visíveis. Apenas 10% do plástico flutua, enquanto 90% afunda.

Apesar de ser uma pequena porcentagem, estes resíduos flutuantes são um problema também para a navegação, como ocorreu com os participantes da regata transoceânica de Transat Jacques Vabre.

Os cascos e equipamentos de numerosas embarcações foram danificados por resíduos de plástico, obrigando diversas equipes a se retirarem, entre as quais a de Andrea Fantini, que competia com o Classe 40 Enel Green Power, um barco 100% ecopower criado graças à nossa parceria tecnológica. A colisão com o que é chamado de UFO (unidentified floating object) em termos técnicos provocou uma avaria do leme, obrigando a equipe a desistir da competição.

Este incidente pode servir como alerta para o tema da poluição marítima”, explicou o skipper Andrea Fantini. “Nesse sentido, o caminho que estamos trilhando com a EGP, nosso Innovation Partner, pretende lançar uma mensagem ecossustentável.

A poluição afeta não apenas o Pacífico, mas também o Atlântico, o Mediterrâneo e até mesmo o Ártico. Ao chegar lá, o plástico “congela” e pode permanecer por décadas nos gelos da região. Com as mudanças climáticas, porém, parte da neve perene derrete e coloca novamente em circulação o plástico de até muitos anos antes. E assim, o Ártico também se torna um acumulador de resíduos.

Os oceanos têm um papel fundamental para a vida do planeta e, independentemente de ser ou não um navegador, o que acontece no mar mais cedo ou mais tarde tem repercussão para todos nós”, continua Fantini. “Muitas vezes não pensamos nisso e achamos que não iremos pagar a conta. Mas estamos errados. É hora de abrir os olhos, denunciar e sensibilizar a todos sobre este problema.

 

"O mar, a terra e o céu não são entidades separadas. Reduzir a poluição dos mares significa não apenas proteger o ecossistema marinho, mas também garantir uma alimentação mais saudável, ter um ar mais limpo, contribuir para combater as mudanças climáticas."

 

A Transat Jacques Vabre terminou antes do previsto, mas a embarcação da Enel Green Power já está se preparando para participar de outras competições transoceânicas em 2018 e 2019.

Além disso, o mar é um recurso precioso de energia limpa. Entre as fontes renováveis, a energia marinha é o setor com maior potencial. Algumas estimativas, baseadas nos recursos disponíveis, apontam para um desenvolvimento de 130 GW na próxima década. E a Enel Green Power é líder em testes de soluções inovadoras para usar a força dos mares e oceanos, respeitando integralmente o meio ambiente. 

Enquanto isso, de volta à terra, a EGP participou na Itália do projeto “Puliamo il mondo”, em colaboração com a Legambiente, com um dia de voluntariado empresarial em benefício da comunidade para eliminar o lixo das praias.

Seguramente, limitar a poluição dos mares é mais simples do que eliminar depois os resíduos e poluentes. Os dados apresentados pela Comissão Europeia indicam os caminhos a percorrer, com a contribuição de todos, para evitar desde já o aumento do número de resíduos no mar e reduzi-lo com o tempo: aumentar a coleta seletiva de plástico, limitando o seu uso com a economia circular e reciclar a quantidade já presente no mercado permitiriam reduzir em 30% os resíduos de plástico no mar nos próximos dois anos. Somando ainda o compromisso de indústrias e governos em limitar de maneira crescente o uso de produtos e líquidos poluentes, principalmente na agricultura, podemos obter resultados ainda mais promissores.

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