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O desafio crucial de nossa época

3 min.

O desafio crucial de nossa época

O crescente uso de fontes renováveis é crucial no combate às mudanças climáticas. Contudo, os esforços atuais ainda não bastam para conter o aquecimento abaixo de 2°C.

Di Antonio Cammisecra, CEO di Enel Green Power
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A mudança climática é o desafio crucial do nosso tempo. Os níveis atmosféricos de dióxido de carbono são os mais altos dos últimos 800 mil anos e continuam crescendo. As emissões cumulativas de dióxido de carbono (CO2) e o aumento médio da temperatura na superfície global possuem uma relação quase linear. O resultado é um aquecimento terrestre sem precedentes: os últimos três anos foram os mais quentes já registrados na história.

As mudanças climáticas já impactaram significativamente nosso planeta: tempestades violentas, secas, incêndios, inundações, derretimento de geleiras e elevação do nível do mar.

A solução para o problema das mudanças climáticas passa invariavelmente pela descarbonização: a transição energética para um uso massivo de fontes de energia renováveis está em andamento, mas ainda são necessárias outras ações para desencadear efeitos positivos nas mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, garantir a cobertura da demanda energética em constante crescimento.

De acordo com aAgência Internacional de Energia (AIE), para ser eficaz na contenção dos efeitos sobre o clima, a transição energética deverá obter uma redução de aproximadamente 45% do volume atual de emissões de CO2 até 2040. Atualmente, as energias renováveis representam cerca de 25% do suprimento global de eletricidade, e a perspectiva é dobrar sua presença até 2040. As fontes renováveis estão, portanto, assumindo um papel cada vez mais predominante no mix energético. A integração eficiente entre elas é essencial para uma transição estável no setor energético.

Em termos de capacidade, as fontes renováveis representaram mais da metade da capacidade instalada nos últimos cinco anos no mundo todo.

Na base desta aceleração dos investimentos, o custo das tecnologias apresentou uma redução substancial: hoje, em diferentes regiões do planeta, é economicamente muito mais conveniente construir uma nova usina renovável do que seguir explorando uma usina de combustível fóssil. Soma-se ainda, com os futuros incentivos ao desenvolvimento do setor, a crescente demanda de operadores industriais de médio e grande porte: a compra de energia renovável é de fato o resultado de uma escolha econômica e, ao mesmo tempo, de sustentabilidade e respeito aos valores socioambientais. A tendência atual é animadora, mas para alcançar os objetivos estabelecidos, é necessário acelerar ainda mais e seguir investindo em inovação para que a produção renovável represente a melhor resposta a uma demanda crescente por energia e uma produção confiável que substitua as tecnologias de alta emissão.

O plano de intervenção no fornecimento de energia elétrica se integra adequadamente à identificação de planos de ação oportunos para outros usuários finais de energia, como edifícios, indústria e transportes.

Em primeiro lugar, o aumento no uso do vetor elétrico para consumos habitualmente não elétricos (como por exemplo, o aquecimento de edifícios, a mobilidade, etc.), permitiria um uso mais eficiente dos recursos. A chamada eletrificação do consumo implica uma economia energética em si mesma.

Particularmente, a eletrificação do transporte e dos sistemas de condicionamento permitirá uma maior penetração de fontes renováveis, explorando também a coerência entre o perfil de produção e a demanda, a exemplo do que já ocorre entre o perfil de produção solar e a curva de demanda gerada pelo uso de ar-condicionado.

À luz do exposto, emerge claramente a necessidade de um compromisso compartilhado e concreto por parte da sociedade como um todo, do setor público ao setor privado, e que envolva a adoção de comportamentos sustentáveis e um compromisso amplo e concreto, desde as grandes corporações até o engajamento social de cada indivíduo. Não há tempo nem razões para adiar. Não podemos mais acreditar que a poluição e as emissões são o custo inevitável do progresso: não é verdade, não podemos permitir isso e, acima de tudo, isso nos impede de aproveitar as oportunidades de aperfeiçoamento desenvolvimento impostas pelo desafio das mudanças climáticas.

Dar uma resposta rápida é algo necessário e possível, e é também um dever moral para com as gerações futuras, às quais devemos garantir a perspectiva de uma vida melhor que a nossa. 

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